Escolha uma Página

O impacto do Banking as a Service (BaaS) no mercado

Leitura

Compartilhar

FacebookTwitterLinkedInWhatsApp

As fintechs de Banking as a Service (BaaS) surgiram a partir de desafios presentes no mercado, mas que também representavam oportunidades muito sólidas. Os bancos tradicionais estão sendo desafiados diariamente e sua capacidade de resposta parece não ser mais a mesma que já foi um dia.

E, por outro lado, as empresas dos mais diversos segmentos, da indústria ao varejo, têm visto Banking as a Service como um parceiro e uma oportunidade para ampliar seu escopo de negócios e dinamizar seu portfólio de produtos e serviços.

Meu nome é Douglas, sou fundador e CEO da Swap – Banking as a Service e neste artigo, quero compartilhar com vocês algumas reflexões sobre o impacto do BaaS no mercado, baseado no que venho observando da indústria, primeiro como cliente tentando montar sua própria carteira digital, e depois como empreendedor, montando a própria SWAP.

O desafio do segmento bancário

O segmento bancário tem passado por intensas transformações nas últimas duas décadas, em especial. Um exemplo relevante é justamente o Banking as a Service (BaaS), que tem possibilitado que diversas empresas dos mais variados portes e segmentos possam fornecer serviços financeiros aos seus clientes, quase como sendo seus próprios “bancos”. 

Mas quero chamar a atenção para outro fator: os elementos que estão desafiando os bancos e forçando esta mudança de atuação e posicionamento dos players que já estão no segmento. São três elementos principais:

  • Ineficiências nos sistemas;
  • Transformação da estrutura de mercado; e
  • Evolução regulatória pró-inovação.

Em linhas gerais, cada um desses elementos traduz um conjunto de desafios que pavimentou o caminho para o crescimento das fintechs, mas que se tornaram uma pedra no sapato dos bancos tradicionais. 

Por exemplo, por que alguns bancos chegam a cobrar mais de 17 reais por uma TED  ou DOC? O que leva um banco a cobrar, por vezes, centenas de reais por uma conta corrente? Por qual motivo uma análise de crédito chega a levar semanas?

Mas não para por aí. A economia de plataforma que viabilizou empresas como iFood, Uber e 99, transformou a estrutura do mercado. Em outras palavras, para clientes e usuários, as plataformas se tornaram seu centro financeiro onde pagamentos e recebimentos são realizados. Sem intervenção de bancos.

E, por fim, mas não menos importante, a quantidade de mudanças e inovações regulatórias lançadas pelo Banco Central do Brasil, como as Instituições de Pagamento (IP), a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), além do pix e,  mais recentemente,  o Open Banking, abriram espaço definitivo para novos modelos de negócio.

Os serviços financeiros como importante vetor de transformação

Todos os elementos que citei anteriormente são relevantes e, por vezes, são pontos de inflexão que impõem desafios para os bancos tradicionais. 

A experiência com um cartão de crédito como o Nubank mudou a maneira que os clientes utilizam esse produto e elevou o patamar do “mínimo esperado”. O mesmo vale para contas digitais, para investimentos, seguros e outros serviços financeiros. A experiência do Nubank e tantas outras fintechs mostra o caminho que foi aberto para a transformação do segmento financeiro, mas principalmente para a transformação das empresas no Brasil e no mundo. 

Pense nas Casas Bahia. Não é um negócio novo e o fato deles financiarem as compras dos clientes trouxe muito sucesso ao negócio. Mais do que isso, ao financiar as compras de seus clientes, as Casas Bahia precisaram estabelecer uma estrutura financeira relevante. Tão logo essa estrutura financeira se tornou central no negócio, um mar de possibilidades se abriu.

Daí veio cartão de crédito com a bandeira Casas Bahia, diversas modalidades de seguros, empréstimo pessoal e vários outros produtos financeiros. O braço financeiro ampliou o escopo de negócios, trazendo novas fontes de receita, mas também impulsionou o negócio principal. Aliás, o modelo de crediário que consagrou as ofertas financeira, mais recentemente, tem encontrado sua nova roupagem até fora do Brasil, como é o caso da empresa Affirm ou mais recentemente do produto lançado pela Apple.

As Casas Bahia são um caso relevante, pois não é novo, mas claramente é um caso de empresa que se beneficiou dos serviços financeiros que foram possíveis de ser prestados ao longo dos anos. Na atualidade, muitos outros players têm explorado caminhos no universo financeiro, como é o caso da Magalu, por exemplo. 

O que diferencia o momento atual é o fato de que antes estas oportunidades estavam acessíveis apenas às mega empresas, como as citadas. Hoje, fintechs de BaaS permitem o acesso de muito mais empresas a esses mesmos serviços com uma fração do tempo, esforço e investimento.

Como o Banking as a Service (BaaS) transforma o mercado?

Banking as a Service tem papel central nessa história de transformação dos serviços financeiros, mas, mais ainda, na revolução do mercado ao possibilitar que empresas tenham seus próprios “bancos”. 

A lógica da economia é a lógica da divisão do trabalho, ou seja, cada empresa é responsável por uma tarefa central. Assim, as grandes empresas que buscam agregar mais valor aos seus clientes por meio de serviços financeiros precisam necessariamente contar com um parceiro – ou comprar algum player e cortar caminho, o que nem sempre é uma possibilidade.

A alternativa poderia ser desenvolver uma plataforma do zero e buscar know how no mercado, normalmente por meio de consultores e empresas de TI. Como você deve imaginar, essa é uma alternativa cara, demorada e repleta de dores de cabeça ao longo do percurso.

Mas não para por aí, pois nesta alternativa, não há somente dores de cabeça tecnológicas, há também todos os trâmites burocráticos do Banco Central para que a empresa se torne uma instituição de pagamentos. Para poder operar como instituição de pagamentos, o BC exige que a empresa entre com um pedido de autorização prévio, cuja análise pode levar de um a dois anos.

É nesse contexto que empresas como a Swap surgem para entregar uma plataforma que possibilite que o seu negócio também possa se beneficiar das oportunidades no segmento financeiro, de forma simples, rápida e segura. Ao adotar uma plataforma como a Swap, nossos clientes, poderão utilizar serviços como:

  • conta de pagamentos digital;
  • pagamento de Boletos;
  • transferências bancárias;
  • cartão crédito pré-pago;
  • entre outros serviços financeiros.

É o caso da Portão 3, plataforma de gestão de viagens que vislumbrou a oportunidade, entrou em contato com a gente aqui na Swap e começou a oferecer serviços financeiros aos seus clientes. Em breve teremos um artigo para contar essa história para vocês.

BaaS e o seu papel no futuro dos negócios 

Banking as a Service ainda tem muito para mostrar, ainda tem muito potencial para impactar o mercado e as aquisições de fintechs de BaaS nos últimos meses por grandes empresas mostram que esse é um segmento que veio para ficar. 

Existem muitas oportunidades em diversos segmentos, como é o caso da multiflex, a solução BaaS da Swap para empresas do segmento de benefícios. E, como a história da adoção de serviços financeiros por diversas empresas nos mostra, essas oportunidades não estão mais restritas às mega empresas, mas são acessíveis a empresas de qualquer porte e segmento. 

No momento atual, também há grande expectativa com o chamado Open Banking. O (BaaS) é um componente chave para o Open Banking, no qual os bancos abrirão seus sistemas para que terceiros acessem seus dados para aprimorar ainda mais seus próprios serviços e a experiência dos clientes.

Não só qualquer empresa poderá iniciar seu próprio “banco”, o que elevará a concorrência, mas a transparência no setor bancário e financeiro também será vetor importante de redução de custos, de minimização de riscos e de crescimento econômico do país.

Quer saber mais sobre BaaS e como a Swap pode te ajudar a transformar o mercado? Clique aqui e fale com nosso time.

Destaques

Veja também…

Como a consulta pública 89 (CP89) do Bacen impacta na inovação trazida pelas fintechs?

Como a consulta pública 89 (CP89) do Bacen impacta na inovação trazida pelas fintechs?

O Banco Central realizará uma consulta pública sobre Tarifa de Intercâmbio (TIC) e prazo de liquidação de operações para cartões de débito e pré-pagos. Para contribuir com o entendimento sobre isso, Douglas Storf, CEO da Swap, preparou um artigo para explicar os motivadores dessa proposta, o cenário atual e quais as implicações das decisões que serão tomadas.

Newsletter

Receba os últimos conteúdos da Swap