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Swap, a fábrica brasileira de fintechs, levanta Série A de R$ 135 milhões liderada pela Tiger Global

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Valor captado será investido em três frentes para a expansão da startup, visando contratações de novos talentos, incrementos em produtos para ampliar o atendimento aos segmentos já incorporados e lançamento de novas verticais.

Após se afirmar no mercado de Bank as a Service (BaaS) com o lançamento de duas plataformas e expansão de 300% em sua base de clientes no último ano, a Swap atraiu R$135 milhões em sua rodada de investimentos Série A, liderada pela Tiger Global. O aporte teve ainda a participação da Endeavor e de investidores como Justin Mateen, co-fundador do Tinder, Rahul Mehta, managing partner da DST Global, além dos fundos ONEVC, GFC e Flourish, que decidiram reforçar a parceria com a startup mais uma vez. Com esta rodada, a empresa soma R$152 milhões em investimentos desde a sua fundação, em 2018.

Douglas Storf, CEO da Swap, explica que os recursos desta rodada serão utilizados na expansão da empresa, visando contratações de novos talentos, incrementos em produtos para ampliar o atendimento aos segmentos já incorporados e lançamento de novas verticais. Nos últimos meses, a Swap tem demonstrado um crescimento relevante, com a receita dobrando a cada trimestre e um crescimento de volume financeiro processado de 30% ao mês nos últimos seis meses.  “Isso mostra que encontramos o caminho para um produto que o mercado realmente quer”, afirma.

Na visão de Alex Cook, sócio da Tiger Global, a Swap tem o potencial para ser um viabilizador de tecnologia financeira dentro do mercado da América Latina.

“A Swap está construindo uma moderna plataforma de emissão de cartões e infraestrutura bancária para a próxima geração de empresas de serviços financeiros no Brasil, possibilitando redução de custos e melhorando experiências para consumidores e empresas. Estamos entusiasmados com a parceria”, disse.

Nos últimos anos, a firma de investimentos tem se destacado por sua visão global e presença no mercado financeiro, tendo investido em empresas relevantes na área de infraestrutura para serviços financeiros, como Marqeta, Stripe e Checkout.

“Acreditamos que a expertise e as conexões deles com o setor vão nos ajudar bastante nos próximos passos”, diz Storf. 

Para o CEO, a mesma visão está presente nos investimentos de Justin Mateen, investidor experiente e cofundador do Tinder, startup que sempre se destacou por uma infraestrutura digital robusta, classificado também como TOP Early Stage Investor nos Estados Unidos, e de Rahul Mehta, managing partner da DST Global, fundo que se tornou conhecido por investir em fintechs como Nubank e Brex. 

Expansão

Segundo Storf, a expansão da Swap se dará em três frentes, sendo que todos os processos passam pela contratação de novos talentos.

O crescimento do nosso time engloba a parte de desenvolvimento de produto, operações e vendas.  Uma parcela grande do nosso investimento atual e do futuro está nas pessoas, já que é com ajuda delas que vamos conseguir chegar em mais empresas, especializar a plataforma para segmentos, identificar novas oportunidades do mercado e fortalecer nossa expansão”, explica o CEO.

Nos últimos 12 meses, a Swap tem conquistado marcos importantes em sua trajetória. No primeiro semestre, a empresa lançou o Multiflex, vertical voltada para empresas do segmento de benefícios flexíveis. Já neste segundo semestre, a startup avançou no mercado de crédito, com duas soluções: em agosto, pôs no mercado brasileiro a primeira solução White Label (BaaS) para plataformas de crediário digital, o tão falado Buy Now Pay Later (BNPL) – o “BNPL connect”. No mês seguinte, foi a vez do Float, solução de Banking as a service para empresas que têm ou desejam ter operações de crédito. 

Focamos em ser uma plataforma especialista, com soluções  inovadoras e produtos diferenciados para segmentos específicos, o que atraiu muitas empresas que buscavam soluções mais rápidas e eficientes. Esse bom resultado tem nos motivado para a expansão, gerando tração para o business e confiança que identificamos um modelo replicável”, conta o CEO.

Trajetória

Fundada em 2018 por Ury Rappaport e Douglas Storf, ao lado de Alexandre Takinami, a Swap nasceu com a proposta de ajudar empresas a criarem seus próprios serviços financeiros, incluindo pagamentos, carteiras e contas digitais, a partir de infraestrutura na nuvem e conectada por meio de APIs (interface de programação de aplicações, na sigla em inglês). A inspiração veio da própria experiência de Storf e Rappaport na 99, onde os dois buscaram criar uma série de produtos financeiros para os motoristas parceiros do aplicativo de transportes. 

Ali, a dupla percebeu a oportunidade de criar um serviço de infraestrutura que ajudasse qualquer companhia a fazer o mesmo. “É um serviço que pode ser muito útil para algumas empresas, mas nem todo mundo tem condição de bancar do zero. A Swap permite que cada um crie a sua própria fintech, de forma prática e acessível”, diz o cofundador e diretor de marketing & pessoas da Swap, Ury Rappaport. Já Takinami passou anteriormente pelo GuiaBolso, onde liderou esforços de integração do app com as informações de bancos e corretoras. 

Entre 2018 e 2020, a startup trabalhou no desenvolvimento de seu produto, criando as bases necessárias para oferecer o banking as a service. Neste período, a empresa levantou investimentos junto a investidores como Canary, ONEVC, GFC e Flourish Ventures. Anjos como Ariel Lambrecht, fundador da 99, e de Patrick Sigrist e Guilherme Bonifácio, cofundadores do iFood, também investiram na empresa.  

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