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Cashless Economy: o futuro dos pagamentos da era digital

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Cashless Economy: o futuro dos pagamentos da era digital

Cashless Economy significa literalmente “economia sem dinheiro”. Talvez você possa pensar “mas como uma economia pode funcionar sem dinheiro?”. Na verdade, já é assim há um tempo e você não se deu conta. Pense bem: quando foi a última vez que você usou dinheiro em espécie?

Por isso que a ideia de cashless economy consiste em um tipo de economia em que as transações financeiras são feitas utilizando métodos de pagamentos digitais. Sem dinheiro em espécie. Ao invés de usar dinheiro físico, são utilizados outros meios de pagamento como cartão de crédito, cartão de débito, carteira digital, Pix e outros.

Essa é uma tendência que deve ganhar cada vez mais espaço, principalmente considerando que vários países já estão caminhando para o lançamento das suas moedas digitais, as chamadas Central Bank Digital Currencies (CBDCs).

Em função desta tendência, a Startse, com patrocínio da Swap e outros players, viabilizou o evento Payment Revolution, nos dias 20 e 21 de setembro. Nosso CEO, Doug Storf, participou de uma plenária sobre Cashless Economy no dia 20.

Quer saber mais sobre o assunto? Dá uma olhada a seguir.

Cashless economy é uma tendência 

O Brasil ainda enfrenta grandes desafios para a inclusão financeira. Ainda temos aproximadamente 34 milhões de pessoas desbancarizadas, ou seja, que não possuem ou não utilizam serviços bancários e financeiros. Apesar do número elevado, esse cenário já foi bem pior no passado. Em 2018, tínhamos mais de 48,4 milhões de desbancarizados.

As fintechs tiveram um papel importante nessa redução, ao viabilizar o acesso rápido e desburocratizado aos serviços bancários. Por exemplo, praticamente todo brasileiro já tem um smartphone em mãos. Um levantamento recente da FGV mostrou que há mais de 242 milhões de smartphones em uso em nosso país que possui pouco mais de 214 milhões de habitantes.

O acesso à internet também teve um papel muito importante para viabilizar tudo isso. Em 2021, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), o número de domicílios com acesso à internet no Brasil chegou a 90%, o que representa aproximadamente 65,6 milhões de domicílios conectados.

A biometria facial como chave da cashless economy 

A necessidade de garantir a identidade das pessoas para viabilizar as transações digitais impulsionou uma série de tecnologias. Hoje, por exemplo, com o avanço da tecnologia blockchain, bem como das discussões sobre metaverso, a questão da identidade ganhou novos ares. Esse foi um dos temas abordados na plenária de Cashless Economy do Payment Revolution.

No setor financeiro, essa discussão está muito avançada. A biometria de impressão digital, por exemplo, já está bem consolidada. Os aparelhos celulares impulsionaram a difusão dessa tecnologia nos últimos anos. Mas ela já é amplamente adotada em segmentos como varejo e serviços financeiros. 

Senhas e nomes de usuários são práticas básicas que se mostraram pouco seguras com o passar do tempo. Os usuários tendem a repetir senhas, utilizar nomes e combinações conhecidas, tornando vulneráveis suas contas e acessos à sistemas. Desse modo, os bancos começaram a combinar outros fatores de autenticação como a biometria. 

A biometria facial teve um salto significativo a partir de 2014, com o desenvolvimento do DeepFace, o primeiro modelo de reconhecimento facial a superar um humano na tarefa de verificar rostos e o primeiro a ser treinado com Deep Learning. A pandemia trouxe outro impulso importante para o uso e difusão das tecnologias de biometria facial.  

CBDCs podem acelerar a cashless economy 

Além dessas questões, é interessante notar que as pessoas têm utilizado cada vez menos o dinheiro físico. De acordo com a consultoria PwC, o número de transações com meios de pagamento que não o dinheiro em espécie vai crescer 52% até 2025 na América Latina.

A economia já é bastante cashless, contudo, para avançar ainda mais, é preciso estímulos regulatórios e investimentos na aplicação de todas as tecnologias.

Por um lado, as fintechs têm disseminado essas práticas e, de modo complementar, os bancos centrais têm provido um ambiente fértil para impulsionar essa tendência. A inovação do Pix, por exemplo, é um case de sucesso. O grande objetivo do Banco Central do Brasil era justamente reduzir o volume de dinheiro físico utilizado pelas pessoas.  E tem conseguido.

Mas por outro lado, os bancos tradicionais precisam evoluir nessa direção também. Mas um dos grandes gargalos são os investimentos para essa modernização. No Brasil, de acordo com o último relatório de economia bancária do Bacen, aproximadamente 81,8% dos ativos estavam concentrados na mão de cinco grandes bancos. 

Os dados oficiais mais recentes ainda não estão disponíveis, mas a partir de posicionamentos do presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, a concentração deve ter caído para algo em torno de 71% em 2022. Um grande avanço, mas ainda um número elevado. 

Esse cenário reforça que as fintechs têm proporcionado maior inclusão e difusão de alternativas, mas também mostra que os bancos tradicionais têm um papel importante em acelerar a cashless economy. 

Em meio a tudo isso, os bancos centrais podem impulsionar as mudanças. As chamadas Central Bank Digital Currencies (CBDCs) compõem um caminho tecnológico significativo para essa mudança. De acordo com o Banco Central do Brasil, parte expressiva dos bancos centrais ao redor do mundo, que representam quase a totalidade do PIB mundial, estão estudando, explorando ou testando projetos e aspectos operacionais e tecnológicos de um sistema CBDC.

O papel da infraestrutura na cashless economy 

A tecnologia nos trouxe a possibilidade de escolha, com a ampliação de meios de pagamentos digitais – e também maior segurança nas transações sem a utilização do dinheiro físico. A pandemia acelerou bastante essa tendência e, ao que tudo indica, também nos adaptamos bem aos meios de pagamento sem contato:  o uso da tecnologia NFC cresceu 474% entre o primeiro trimestre de 2021 e 2022 segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs).

Para que consigamos dimensionar o impacto dessas tecnologias e do quanto esse cenário está em expansão, com base nos dados do Banco Central sobre o uso de meios de pagamentos é possível estimar que R$50 bilhões em espécie deixaram de circular no país somente em 2021.  

Com o uso cada vez mais intensivo de meios de pagamentos digitais em substituição ao dinheiro físico, a necessidade de uma infraestrutura tecnológica sólida o suficiente para manter essas operações em pleno funcionamento 24h por dia todos os dias é crucial. 

O Pix é um bom exemplo disso. Ele foi oficialmente lançado em 5 de outubro de 2020, com início de funcionamento integral em 16 de novembro de 2020. A sua adesão, como já sabemos, foi tremenda e, portanto, é um caso de sucesso. Mas isso gerou grande dependência por parte dos consumidores e demais agentes econômicos.

Quando, por alguma razão, o Pix fica fora do ar, a reação dos agentes é imediata e geralmente acompanhada de muitos problemas, afinal, o impacto sobre a economia real é instantâneo. É comum compararmos essa dinâmica com o funcionamento do corpo humano.

A economia é o corpo e o dinheiro é o sangue. Para que o corpo funcione, o sangue precisa circular constantemente. De modo análogo, para que a economia funcione, o dinheiro precisa circular. Agora imagine que o corpo acabou de passar por uma transfusão. O corpo passa por um período de adaptação relevante. 

De modo similar, com a “transfusão” em curso dos meios de pagamento tradicionais para os meios de pagamento digitais, a economia está se adaptando e, nesse período de adaptação, conforme a demanda por esses meios de pagamentos cresce, a população fica apreensiva ao menor sinal de instabilidade.

Portanto, a infraestrutura tecnológica tem um papel crucial, ela está evoluindo constantemente e, com a sua evolução, novas oportunidades para uma economia cada vez mais “sem dinheiro” se tornam factíveis. 

No evento Payment Revolution, nosso CEO Doug Storf destacou como a infraestrutura é a base onde toda a inovação acontece.

“Muitas ideias que antes não eram viáveis pois não tinham acesso aos sistemas centrais, hoje são pois os avanços na infraestrutura permitiram esse acesso. A inovação tecnológica da infraestrutura é o que possibilita a transformação que vai acontecer na ponta.”, destacou durante a plenária.

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